quinta-feira, 2 de maio de 2013


DEPRESSÃO: O MAL DOS TEMPOS MODERNOS


"Não sei o que é um homem saudável, sei que as pessoas normais trabalham e amam.” FREUD

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2013) apontam que, nos próximos 20 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas.
Pesquisa realizada com 12 mil brasileiros revela que 10% dos adultos apresentam sintomas de depressão. Porém, somente 28% receberam diagnósticos e apenas 15% utilizam medicações para controle da doença. Este termo foi introduzido na medicina no século XVIII, atualmente verifica-se que mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo têm depressão.
Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP, 2013), mais de 80% das pessoas com depressão podem melhorar se receber o tratamento correto. A maioria dos indivíduos, no entanto, busca auxílio médico somente para tratar os primeiros sintomas da síndrome ou as recaídas.  Trata-se ainda da primeira causa de incapacitação ao longo da vida, a depressão vem sendo considerada o mal do século.
Depressão é a tristeza quando não acaba mais. É uma doença que ataca tão ilicitamente, que a maioria dos que sofrem dela nem percebem que estão doentes. O diagnóstico é feito a partir de mais de 15 dias de sintoma. Sentir-se triste às vezes por causa de um motivo específico é normal, mas quando essa tristeza aparece do nada e afeta a vontade de fazer atividades simples do dia a dia, pode ser um sinal de alerta. A tristeza tem uma causa específica e não afeta a rotina do paciente, ao contrário da depressão, que persiste e pode prejudicar muito a qualidade de vida, inclusive causar alterações no sono e peso. A depressão só passa se for bem tratada, seja com medicamentos, psicoterapia ou outras técnicas. Caso o paciente não faça o tratamento, ele pode perder anos saudáveis de sua vida porque perde a vontade de trabalhar, socializar e ter uma rotina normal.
A causa exata permanece desconhecida. Existem explicações que sugerem um desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Eventos desencadeantes são bastante estudados e encontram fundamentação em certos acontecimentos estressantes ocorridos na vida das pessoas, tais como perda de um ente querido, uma doença grave, perda de emprego etc. também é bastante estudada pela medicina a influência genética.
A depressão esta se constituindo, portanto, como a grande neurose contemporânea. Em nossa sociedade líquida e de espetáculo infinito, cada vez mais narcisista, o sofrer esta fora de moda, sendo assim o sujeito é culpabilizado por representar o fracasso ante o palco surpreendente da vida.

“Em última análise precisamos amar para não adoecer.” FREUD

Programa realizado na Rádio Cultura de Santos Dumont - 25/04/2013.